Meu Pai me ama


As maiores palavras já escritas pelo homem são encontradas na expressão “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira” (João 3:16). Conforme secou a tinta naqueles pergaminhos antigos, as palavras de graça eterna iluminaram a escuridão de um mundo tomado pelo pecado. O discípulo de Jesus – um apóstolo do Cristo – pôs diante de todos os homens o testamento do amor de Deus quando escreveu as palavras da vida eterna no evangelho de João. Declarado com estas simples palavras é amor gratuito e amor gratificante para com aqueles que viriam a conhecer o Filho do Homem.

Estas palavras não vieram do coração nem da vontade do homem. O homem jamais poderia compreender a profundeza do amor que traria o Criador deste mundo para oferecer seu único Filho como uma ovelha sacrificial para um mundo tão cheio de ódio e desespero. Satanás tinha sido vitorioso em cobrir o mundo em escuridão. Os homens conseguiam enxergar apenas a eles mesmos e aquilo que queriam na vida. Satanás havia enchido as mentes dos homens com a escuridão do pecado. Os homens amavam a escuridão porque as suas vidas estavam cheias de maldade.

Na madrugada de um dia, muito tempo atrás, o corpo crucificado de Jesus Cristo foi tomado da sepultura da morte e levantado de novo para a glória. Naquele momento a mensagem que Deus é amor ressoou das montanhas mais altas. O poder de Satanás tinha sido destruído e, como aconteceu com Cristo, os homens agora poderiam levantar novamente para a glória. Esta glória é encontrada no conhecimento do fato que meu Pai me ama.

Eu seu que meu Pai me ama, porque ele deu seu Filho para morrer por mim. “Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida por nós” (1 João 3:16). “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos” (João 15:13). Posso olhar para trás e ver o Filho do meu Pai ser morto, pelo ódio dos homens, numa estaca de madeira e ouvir os gritos daquele Filho na cruz e, no silêncio do meu Pai ouvir, "Eu te amo, Filho”. E quando terminou o sofrimento na cruz, e raiou a manhã daquele dia maravilhoso, posso ver o propósito de seu amor. Meu Pai me amou em preparar uma saída pra mim. Eu, no meu pecado e na minha rebelião, amado por meu Pai!

Foi por causa desta mensagem de amor que a obediência surgiu no meu coração. Como no dia de Pentecostes, a história do amor de Deus ultrapassou um coração cheio do pecado e, em tons desesperados de incapacidade, surge a pergunta, “O que devo fazer?” Mais uma vez, a resposta é o amor de Deus. Em obediência ao amor de Deus, um coração tomado pelo pecado é limpo pelo “lavar regenerador e renovador do Espírito Santo” (Tito 3:5). Deus me ama – eu estou salvo!

Meu Pai ama quando sou perseverante e paciente. O seu amor é visto na sua misericórdia e na graça contínua. “Ora, o Senhor conduza o vosso coração ao amor de Deus e à constância de Cristo” (2 Tessalonicenses 3:5). O amor de Deus é um tesouro no qual posso me firmar na minha obediência e na minha fé. “Porque estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso senhor” (Romanos 8:38,39).

Meu Pai me ama e a minha vida está dedicada à sua vontade. Eu consigo mostrar apenas uma pequena porção do amor, comparado ao amor sem medida do meu Pai: “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos” (1 João 5:3). “Guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna” (Judas 21). Um dia, quando a vida tiver acabado e uma coroa eterna for dada a todos os fiéis de todas as épocas, meu Pai me dará, pelo seu amor eterno, a prometida vida eterna.



por Kent E. Heaton

fonte:
www.estudosdabiblia.net

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