Charles Grandison Finney





Charles Grandison Finney (Warren, 24 de agosto de 1792 - Oberlin, 16 de agosto de 1875) foi um pregador, professor, teólogo, abolicionista e avivalista estado-unidense, um dos líderes do Segundo Grande Despertar (Second Great Awakening).

Introduziu várias inovações no ministério religioso, tais como a censura pública e nominal de pessoas durante o sermão, a permissão da manifestação das mulheres em cultos para ambos os gêneros e outros.

Era também famoso por realizar seus sermões de improviso.


Biografia

Nascido numa pequena cidade do Connecticut, Finney era o mais jovem dos quinze filhos de um típico casal de fazendeiros.

Frequentou a escola até os quinze ou dezesseis anos de idade, quando foi tido como capaz de lecionar nas mesmas instituições e nos mesmos moldes pelos quais fora formado. Sua grande estatura, olhar penetrante, pendor musical e espírito de liderança logo lhe granjearam o reconhecimento da comunidade.

Mais tarde ingressou como aprendiz num escritório advocatício, onde pretendia estudar para tornar-se um advogado, em Adams, tendo resignado à profissão após sua conversão, e atendido ao chamado para tornar-se um pregador do Evangelho.

Assim, com a idade de vinte e nove anos, sob orientação do pastor George Washington Gale, formou-se ministro da Igreja Presbiteriana, embora desde o começo já tivesse muitas divergências acerca de doutrinas fundamentais pregadas por aquela denominação.

Em 1832 mudou-se para a cidade de Nova Iorque, onde pastoreou na Chatham Street Chapel, e mais tarde fundou e pastoreou no Broadway Tabernacle (atualmente chamada de Broadway United Church of Christ).

Ao largo de sua atividade como evangelizador popular, Finney envolveu-se com o movimento abolicionista. Já em 1821 negara comunhão a traficantes de escravos em suas igrejas.

Em 1835 mudou-se para Ohio onde atuou como professor de teologia e depois presidente (reitor) do Oberlin College (no período de 1851 – 1866).


Charles Grandison Finney nasceu um ano após o falecimento do John Wesley, na cidade de Warren, no estado de Connecticut, EUA. A sua família não era religiosa e ele foi criado sem nenhuma formação cristã. Aos 26 anos começou a trabalhar num escritório de advogacia na cidade de Adams, e passou a freqüentar uma igreja, apesar de achar que as orações daqueles crentes não estavam sendo respondidas.

No dia 10 de outubro de 1821, enquanto orava sozinho num matagal, Finney experimentou uma poderosa conversão. Mais tarde no mesmo dia, ele foi batizado no Espírito Santo.

A notícia da conversão de Finney espalhou-se rapidamente na cidade. Na noite seguinte ele deu seu testemunho na igreja, começando assim um avivamento naquela cidade.

Finney começou reuniões de oração com os jovens da igreja, e todos foram convertidos. Depois ele foi visitar seus pais, e ambos foram tocados poderosamente por Cristo. Finney continuou tendo experiências poderosas e sobrenaturais com Deus, e passou a gastar muito tempo a sós com Ele em oração e jejum. Começou a pregar, primeiro nas pequenas cidades e aldeias, e depois nas grandes metrópoles, e muitos foram poderosamente convertidos.

Ele entendeu a necessidade de comunicar o evangelho com simplicidade, usando ilustrações e linguagem apropriadas ao povo. Seu estilo de pregação atraiu muito oposição dos outros ministros.

Até sua morte em 16 de agosto de 1875, aos 82 anos, Finney continuou sendo usado por Deus como um poderoso instrumento de avivamento nos Estados Unidos e na Inglaterra. De 1851 a 1866 ele foi diretor do Oberlin College, onde ele ensinou 20 mil estudantes.

No seu livro 'O Fogo de Reavivamento', Wesley Duewel conta sobre um avivamento que aconteceu numa escola secundária, provavelmente em 1831: Um cético tinha uma grande escola secundária em Rochester. Inúmeros estudantes foram às reuniões de Finney e ficaram profundamente convencidos de sua necessidade de Cristo. Certa manhã depois de as reuniões terem continuados por duas semanas, o diretor encontrou tantos alunos chorando por causa dos seus pecados que mandou buscar Finney para instruí-las. Finney atendeu e o diretor e quase todos os alunos foram convertidos. Mais de quarenta estudantes do sexo masculino e vários do sexo feminino vieram a tornar-se mais tarde ministros e missionários.

E falando sobre este avivamento na cidade de Rochester, Wesley Duewel resume:

Anos mais tarde, o Dr Henry Ward Beecher, ao comentar esse poderoso reavivamento e seus resultados, declarou: "Essa foi a maior obra de Deus e o maior reavivamento da religião que o mundo já viu em prazo tão curto. Calcula-se que cem mil indivíduos se uniram às igrejas como resultado desse enorme reavivamento." No período entre 1831 e 1835, mais de 200.000 foram convertidos.

De acordo com o promotor de Rochester, o avivamento naquela cidade resultou numa diminuição de dois terços na índice de criminalidade, mesmo com a população da cidade triplicando depois do avivamento.

Maçonaria

Antes de sua conversão Finney era um ativo membro da Maçonaria, tornando-se depois desta um forte oponente da entidade, tendo escrito um extenso livro atacando-a, intitulado "The Character, Claims, and Practical Workings of Freemasonry" ("O Caráter, Pretensões, e Funcionamento Prático da Maçonaria", numa livre tradução).

Havia alcançado o terceiro grau como Mestre Maçom, em oito anos. Veio depois a afirmar que parte de seu juramento como maçom era imoral e a Maçonaria era perigosa ao governo civil, comprovando isto com o assassinato do anti-maçom William Morgan.


Testemunhos sobre Charles Finney

“Finney foi instrumental no grande avivamento de 1857 a 1858 dos 'grupos de oração', que espalhou-se por dez mil cidades e municípios, resultando na conversão de pelo menos um milhão de pessoas. Somente entre janeiro e abril de 1858, cem mil pessoas foram salvas nestas reuniões de oração ao meio-dia”.

(Wesley Duewell: “O Fogo do reavivamento”)

“A sua au tobiografia é o mais maravilhoso relato de manifestação do Espírito Santo, excetuando o livro de Atos dos Apóstolos. Alguns consideram o seu livro, ‘Teologia Sistemática’, a maior obra sobre teologia, a não ser as Sagradas Escritu ras”.

(Orlando Boyer: “Heróis da fé”)

“Cheios do Espírito, Francisco Asbury, Jorge Fox, Jônatas Edwards, Charles Finney e Davi Brainerd incendiaram os prados e montanhas da América do Norte com a chama da religião verdadeira”.

(Billy Graham: “O segredo da felicidade”)

“Você sabe quantos membros de igrejas evangélicas havia nos Estados Unidos quando Charles G. Finney deu início ao seu grande trabalho de reavivamento? Eram duzentos mil. Pense nisso! Só duzentos mil membros de igrejas em toda a nação! Você sabe quantos membros havia quando ele terminou a sua tarefa, poucos anos mais tarde? Mais de três milhões. Sim, no decurso do ministério de um único homem, três milhões! Que tremendo milagre!”

(Oswald Smith: “Paixão pelas almas”)

“No final do outono de 1905, um amigo da Índia, enviou-me um pequeno folheto que continha seleções dos livros: Memórias de Charles Finney e Palestras Sobre o Avivamento. Este último foi o que utilizei para que um grande fogo espiritual se acendesse no meu coração”.

“No princípio de 1907, um irmão missionário havia me emprestado a autobiografia completa de Finney, que li durante a minha viagem para participar numa intensa obra evangelística, que a nossa missão conduzia anualmente na feira de Hsun Hsien, que era grandemente idólatra. É impossível determinar tudo o que este livro significou para mim. Nós, os missionários, líamos diariamente uma porção, enquanto fazíamos o nosso trabalho na feira”.

(Jonathan Goforth: “Um pentecostes pessoal”)

“Ninguém pode ler estas páginas sem se sentir desafiado pela paixão de Finney pelo evangelismo, por sua preocupação com a injustiça social e por seu amor a Deus”.

(Billy Graham comentando a respeito das memórias de Finney)


fontes:
Wikipedia.org

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