O Cristianismo e a China





Marco Pólo, nos anos 1200, descobriu que a China inventou a seda, a pólvora, o papel e muitos outros produtos úteis. O mundo bateu nas suas portas, mas a China resistiu. Muito tempo depois, comerciantes europeus e americanos chegaram até lá procurando por mercadorias, o que resultou na Guerra do Ópio. Novamente, a China procurou manter estrangeiros fora.

Quando Mao Tse Tung (ou Mao Zedong) conseguiu o controle da China de Chiang Kai-shek em 1949, mais uma vez as fronteiras foram fechadas para o mundo exterior. O reinado ateísta-comunista de Mao trouxe tempos difíceis para o povo chinês, mas ele também melhorou o transporte e unificou o idioma falado pelo povo. Ambas melhorias facilitaram a chegada das Boas Novas do Evangelho ao alcance do povo comum.

De acordo com o livro “Intercessão Mundial”, 49,5% dos chineses são pessoas sem religião, enquanto que 28,5% seguem as crenças tradicionais da China, 8,4% são budistas e 7,3% são cristãos. Os que estão seguindo suas próprias crenças étnicas tradicionais somam 4,3% e os muçulmanos compõem os 2% restantes da população.

Muitos dos chineses que se consideram budistas usam sua religião como um amuleto de boa sorte para buscar dinheiro e bênçãos para a vida Lama é uma grande força.

A concentração da população muçulmana da China é mais localizada no noroeste do País. Esses muçulmanos parecem ter um vínculo forte com os seus vizinhos da Ásia Central. Agitações passadas nessa área dificultaram o trabalho do Evangelho.

Muitos dos povos minoritários da China continuam animistas em relação a como eles vêem o seu mundo, mesmo que sejam educados com uma ensino sem orientação religiosa.

A primeira evidencia missionária Cristã foi vista com a chegada dos nestorianos, em 635 AD. Evidências dos esforços nestorianos ainda existem até hoje na cidade de Xian. Depois, os padres católicos chegaram em 1600. Em 1834, Robert Morrison, o primeiro missionário protestante, veio traduzindo a Bíblia para o Chinês. Boa parte dessa mesma Bíblia ainda está sendo usada até hoje pelos chineses. Seguindo o exemplo de Morrison, outros missionários vieram, incluindo Hudson Taylor, que levou a mensagem do Evangelho para o interior da China.

Todos os esforços cristãos parecem ter sido levados a uma parada abrupta, quando Mao Zedong fechou todas as fronteiras da China em 1949. Quando o País reabriu “suas portas” pela primeira vez, em 1977, todos estavam impressionados ao descobrirem que o Cristianismo não tinha sido estagnado. Na verdade, tinha desabrochado e crescido. Embora seja localizado, hoje existe uma grande agir de Deus acontecendo nessa Nação.

Os primeiros missionários chineses da China estão sendo levantados por Deus. Vários cristãos chineses crêem que a Igreja Chinesa foi comissionada por Deus para desempenhar um papel significativo no levar o Evangelho de volta a Jerusalém e para o resto do mundo; e a JOCUM quer ser parte desse grande movimento missionário.

“No Congresso do Call2All em Hong Kong, em 2009, 860 pessoas da Igreja nos Lares, Três Autonomias e Igrejas Urbanas foram autorizados a virem,” disse Loren Cunningham em uma entrevista na última reunião da Liderança Global da JOCUM. “Esse foi um avanço enorme. Muitos nunca tinham estado antes em uma grande reunião pública igual a essa.”

Ainda existe perseguição de cristãos pelo Governo. Alguns pastores foram espancados e aprisionados por causa de sua fé. Muitos grupos minoritários ainda não têm testemunho de Cristo no seu meio. Grande é a necessidade!

Ao ler tudo isso, lembre-se de que a China é igual à história dos homens cegos que estavam passando as suas mãos sobre o elefante e descrevendo o que sentiam… Um sentiu e descreveu a perna, enquanto outro sentiu a tromba, outro sentiu o rabo e ainda outro sentiu o lado do elefante… Cada lugar na China é diferente. Freqüentemente, é dito que a China é uma nação composta de pequenos reinos. Não se surpreenda se o Senhor te levar a orações variadas e diversas pela nação da China, porque ela é uma nação grande e diversa.

Equattoria.blogspot.com

2 comentários:

Unknown disse...

A mensagem já foi levada ao mundo todo. Agora falta colocá-la em prática.
"Qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo" (Lc 14,37). Os 11 discípulos respeitaram isto. Os primeiros cristãos também. Apenas Judas preferiu o dinheiro e a propriedade particular. Você se considera Judas, o traidor, ou discípulo? Se você se considera Judas temos algo em comum e muito a conversar.

18 dezembro, 2009
Tânia Regina disse...

A Paz em Cristo irmão.

Obrigado por seu comentário e visita em meu humilde blog, sabe diante de tudo que Jesus fez
e tem feito em minha vida, me considero "nada", mais procuro sempre aprender e buscar a cada dia mais Ao Único que é Digno de Toda HOnra, Glória e Adoração, Jesus Cristo.
E por mais que tente, e por mais que me esforce, jamais poderei pagar o preço que Ele pagou por minha vida, e de todos nós.
Obrigado pelo comentário, seja sempre benvindo, não sou uma grande e nem pequena teóloga, sou apenas uma serva do Senhor, cheia de defeitos, mais crendo Naquele que Morreu na Cruz pra me Salvar.

O seu blog é uma benção, e estarei visitando sempre, pois preciso aprender ,e muito.

Deus os abençoe grandemente.

Sigamos, pois, as coisas que servem para a paz e para a edificação de uns para com os outros.
Romanos 14:19

18 dezembro, 2009