Caminhando pela "Íncrível" Índia – Parte IV

Continuando nossa caminhada...

Encontrei:

Mulheres fortes

 
Mulheres que trabalham pesado:

Isso mesmo trabalham pesado; é muito comum na Índia mulheres em trabalhos que geralmente são para homens, como:
Construção civil, carregadoras de tijolos, na lavoura carregando sacos de verduras, etc.
Não é de se estranhar já que as mulheres não têm muito ou nenhum valor,
tanto que é normal a prática do aborto,principalmente quando se sabe que o feto é menina.

O fetocídio agravou-se com a utilização do exame de ultra-sonografia, pois ficam conhecendo o sexo do bebê com antecedência.

Sendo menina, os pais pedem a sua retirada aos médicos, como algo banal.

Mesmo sendo proibido por lei, muitos médicos praticam o que chamam de aborto seletivo. Quando a família não pode pagar um médico para a prática do aborto, simplesmente, quando a criança nasce joga-se no Ganges,como um “objeto” qualquer, um objeto porque qualquer animal lá é bem mais respeitado que a mulher.

No País é grande a diferença da quantidade de homens em relação às mulheres.

Em certas famílias, devido e escassez feminina, o homem divide sua esposa,quando não, a mulher “serve” a vários homens da família, sem se quer, ter o direito de reclamar.


Mulheres meninas



A situação das crianças na Índia é extremamente triste e preocupante.

Nenhum outro país pode competir com as necessidades da Índia.

Na Índia existe aproximadamente 400 milhões de pessoas com menos de 18 anos;
70 milhões trabalham, 10 milhões trabalham como se fossem escravos (trabalham para pagar as dívidas da família),13 milhões não tem casa,2 milhões vivem nas ruas e não tem famílias.
Também é grande o abuso de crianças.
Existem 575.000 crianças que são usadas na prostituição e há um enorme comércio de meninas de Bangladesh e Nepal que são vendidas para a prostituição.

O trabalho infantil faz parte da cultura indiana e as meninas no geral viram empregadas quando atingem os 7 anos de idade,ou quebram e carregam pedras.

No geral casa-se a partir dos 5 anos de idade, mas as vezes há casamentos de meninas de somente 3 anos de idade.

Casamento infantil na Índia não significa somente casamento entre duas crianças, mas também entre crianças com adultos,como é na maioria das vezes.

Antes desta idade elas são alugadas por pessoas sem filhos que as usam para pedir esmolas nas ruas.

Calcula-se que haja um déficit de 40 milhões de meninas por causa do aborto de meninas.

Tratando-se de filhos na Índia, os garotos são preferidos,e dentro os muitos fatores,os rituais hindus requerem que os filhos homens cumpram as obrigações de seus ancestrais.

Outro fator é o dote que tem de ser pago pelo pai da noiva à família do noivo por ocasião do casamento.

Alguns pais hindus, quando nasce uma filha, já terão que juntar dinheiro para que a sua filha possa se casar um dia.


Mulheres Viúvas



Na Índia há 33 milhões de viúvas, segundo dados oficiais.

Ainda que nem todas estejam em condições tão terríveis como as que vivem em Vrindavan, todas sofrem pelo menos o estigma social.

A maioria não pode trabalhar e são maltratadas pela sua família.
As viúvas são de mau agouro na India. Às vezes diz-se que são a causa da morte do marido.

Segundo o Código de Manu, uma das escrituras sagradas mais antigas, uma mulher não será nunca independente.
"Uma viúva deve sofrer muito antes de morrer, deve ser pura no corpo, pensamento e alma", diz o texto.
Mesmo tendo que, se sujeitar às péssimas condições das chamadas Casas de Viúvas,
que nada mais são que velhos prédios despencando, onde são obrigadas a viverem pelo resto da vida,uma vez que a absoluta maioria não é aceita dentro da família, muitas preferem viver nelas,a ficar com a família do ex-marido, onde são, constantemente, violentadas sexualmente, além de serem humilhadas e maltratadas fisicamente pelos membros da família

Quando se torna viúva, a mulher tem as pulseiras quebradas, o cabelo raspado, desfaz de suas roupas e é obrigada a usar um sári branco,para diferenciá-la das outras mulheres, uma vez que se tornou uma pária (impura) e não pode ter contato com outras mulheres,que não sejam viúvas como ela, e tampouco com crianças.

Até hoje apesar da proibição, muitos lugares ainda praticam o “sati”
Sati é um antigo costume entre os hindus, hoje em dia estritamente proibido pelas leis do Estado Indiano,
que obrigava (no sentido honroso, moral, e prestigioso) a viúva devota a se sacrificar viva na fogueira da pira funerária de seu marido morto.


“Honra as viúvas que verdadeiramente são viúvas.
Mas, se alguma viúva tiver filhos, ou netos, aprendam primeiro a exercer piedade para com a sua própria família,
e a recompensar seus pais; porque isto é bom e agradável diante de Deus.
Ora, a que é verdadeiramente viúva e desamparada espera em Deus, e persevera de noite e de dia em rogos e orações”;
(1 Timóteo 5:3-5)


3 comentários:

CAMINHO PLANO disse...

Graça e paz irmã amada.
CAMINHO PLANO a presenteai com um selo, como forma reconhecimento de seu valor e relevância na blogosfera cristã.
Confira:http://caminhoplano.blogspot.com/2009/07/55-blog-selado-9.html
Conte sempre conosco.
Que Deus a abençoe.

16 julho, 2009
Viviane disse...

A verdade é que nada no mundo, nenhuma ideologia, filosofia ou religião fez tanto pela liberdade e dignidade das mulheres quanto o cristianismo. Basta comparar o tratamento que as mulheres recebem nos países cristãos e a vida delas nos países não-cristãos. As viúvas que o digam!

17 outubro, 2011
Tânia Regina disse...

Obrigada Viviane.

Concordo plenamente, que pena que muitos lugares ainda tem essa posição em relação a mulher, devemos clamar a Deus que suas mentes e olhos se abram e que saibam que as mulheres são colunas de toda a casa, e quando não há coluna a casa cai, mais o nosso conforto é que o Senhor sabe do nosso real valor.

Mais uma vez agradeço e volte sempre.
Deus te abençoe.

Tânia

18 outubro, 2011
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