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Buscar o coração de Deus


“Já agora não subsistirá o teu reino. O Senhor buscou para si um homem que lhe agrada e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou” (1 Samuel 13:14).

A grandeza de caráter que distinguiu Davi de Saul não foi pelas circunstâncias externas de Davi nem nos seus atributos natos, mas na disposição escolhida pelo seu coração. Ele era um homem que buscava o coração de Deus. Quais atributos são sugeridos nesta frase incrível? Não há dúvida que a essência do caráter de Davi poderia ser descrita de várias maneiras, mas a história de sua vida indica, pelo menos, os seguintes requisitos, se for para sermos do mesmo calibre espiritual que ele.

Devemos genuinamente respeitar a vontade de Deus. Como um homem de fé, podia contar com Davi para confiar implicitamente na sabedoria de Deus, cumprir as instruções de Deus fielmente, e depender humildemente da ajuda de Deus. Ele mostrou o seu respeito pela pessoa de Deus levando a vontade de Deus com toda a seriedade, e esta disposição não é menos necessária por nós que por ele. É inútil almejar o caráter de Deus se você não estiver disposto, como Davi estava, a se mexer ao comando de Deus.

Devemos reverentemente arrepender-nos do pecado. A integridade de Davi nunca é vista mais claramente que naquelas ocasiões em que ele era confrontado com o fato do pecado em sua vida. Da mesma forma que ele entendia a necessidade da tristeza piedosa, Davi também compreendeu como aceitar a correção e fazer correções reais na sua conduta. Quando ele fez algo errado, fez o que era certo a respeito dos seus erros.

Devemos recusar resolutamente a desistir de buscar a Deus. Como toda outra pessoa que já verdadeiramente entrou na arena, Davi conhecia o gosto das lágrimas da derrota. Porém uma coisa sempre podia ser dita em relação a ele: ele se levantou toda vez que foi derrubado. Levaria mais desencorajamento do que existe em todas as regiões do inferno para fazer com que um homem de tal coração desistisse de buscar a Deus. Jesus disse: “onde está teu tesouro, aí estará também o teu coração” (Mateus 6:21), e a vida de Davi é uma ilustração heróica deste princípio. As coisas que profundamente desejamos determinam o nosso caráter. Desejamos ser um povo que busca o coração de Deus, realmente e verdadeiramente? Então devemos, nos nossos próprios corações, desejar e valorizar os tesouros de sua vontade mais que as lembrancinhas do nosso próprio humor.

O coração de um homem está certo
quando ele quer o que Deus quer.
(Thomas Aquinas)

por Gary Henry
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A cor do Racismo


O que teria levado Hitler a declarar: “... o extermínio dos judeus será minha prioridade ao assumir o poder...”?

Qual a razão de nações inteiras optarem pelo uso de escravos africanos?

Por que um movimento optaria por lemas como “Brasil para brasileiros sem a presença de estrangeiros”?

O racismo é antigo, tão antigo quanto o pecado do homem. Você já parou para pensar quantas barbaridades não se cometeram em nome do preconceito racial?!


O que é Racismo?

Em toscas palavras, o racismo assim pode ser conceituado: é o ato de colocar uma pessoa em situação de inferioridade, subjugada, por causa de sua cor de pele ou etnia, em detrimento de outra que, por causa de sua situação racial, se autodenomina de “raça superior”.

Embora alguns usem o binômio: racismo e preconceito de modo intercambiável, os estudiosos, contudo, costumam fazer diferença entre eles. É que o racismo sempre será acompanhado de alta dose de preconceito, mas nem sempre preconceito quer dizer racismo. As manifestações preconceituosas podem envolver muito mais que raça.

De um enfoque histórico esta questão definitivamente não se restringe apenas a área da sociologia, mas se estende a quase todos os campos de estudos humanos. Indo da religião à psicanálise. Trata-se do preconceito racial que sem dúvida é um dos grandes pivôs que dá cor à violência em nosso cotidiano.

A temática é uma questão candente do nosso tempo, está na ordem do dia. Muito embora, tenha sido negligenciada por tanto tempo, parece que agora as autoridades internacionais acordaram para o assunto. Em 2001 foi realizada pela ONU a III Conferência Mundial Contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Formas Conexas de Intolerância, em Durban, na África do Sul. Um dos objetivos era formar uma nova visão mundial no combate ao racismo, ao preconceito e a intolerância.

“A discriminação entre seres humanos com base em raça, cor ou origem étnica é uma ofensa à dignidade humana e será condenada como uma negação dos princípios da Carta das Nações Unidas, como uma violação dos direitos humanos e liberdades fundamentais proclamadas na Declaração Universal de Direitos Humanos, como um obstáculo para relações amigáveis e pacíficas entre as nações, e como um fato capaz de perturbar a paz e a segurança entre os povos.” (1)

Racismo no contexto brasileiro

Devido à espantosa miscigenação racial existente em nosso país, que o coloca em uma situação impar no mundo, criou-se um estereotipo de nação-paraíso das etnias. Na opinião de muitos, a tolerância racial aqui é vista como em nenhum outro país do mundo.

Não obstante essa visão mítica de “igualdade de raça”, o contexto histórico brasileiro apresenta uma outra realidade. Não se pode negar que o racismo faz parte do cotidiano de muitos brasileiros. Ora, qual de nós nunca foi vítima desta prática horrenda? Segundo o ex-diretor e assessor jurídico do Instituto de Pesquisa e Culturas Negras, Dr. Luiz Fernando Martins da Silva, “O Brasil possui a maior população negra fora da África. É a segunda maior população negra do mundo, só inferior numericamente à população do mais populoso país africano, a Nigéria.”. Também a pesquisadora paulista Elza Berqui afirma que a miscigenação brasileira atingiu os 21% em comparação com os EUA que ficou em torno de 4%.

Apesar da grande parcela da população ser de origem negra, cuja pujança não se pode negar no contexto histórico de nosso país, não é raro encontrarmos cada vez mais brasileiros sendo vítimas do preconceito racial.

Frases como “negão” e piadas de “preto”, já fazem parte, como diria Jung, do inconsciente coletivo brasileiro.

Por exemplo, um artigo do jornal “O Estado de S. Paulo” de 24/09/96 - pag. A16 que trazia como subtítulo a seguinte frase “Ex-funcionário alega ter sido demitido da Eletrosul, em Santa Catarina, por ser negro.” é um exemplo típico do que estamos falando. Este episódio é vivido diuturnamente e anonimamente por milhares e até milhões de pessoas, no chamado país da “tolerância”.

Mas quem pensa que a intolerância racial se restringe apenas à raça negra está enganado, quem não se lembra do caso em que um grupo de jovens ateou fogo num índio em Brasília?! O preconceito alargou suas fronteiras, de seu alvo principal - a cor da pele - atingiu a camada social, a religiosidade e a nacionalidade. O pobre, o judeu, o índio, o protestante é tão vítima da discriminação quanto é o negro. Isto porque o ser humano tende a ter medo de tudo que é diferente, e essa xenofobia contribui para levar à rejeição e por fim à resistência à realidade da qual não se está habituado e nem pretende compartilhar.

Ao analisarmos o boom do racismo é quase imperiosa a menção a algumas entidades como a Ku Klux Klan e grupos como os Skinheads que se tornaram notórios pela sua apologia ao racismo que na defesa de uma nefanda ideologia de supremacia racial deixaram e ainda deixam as marcas de suas atrocidades.


A Ku Klux Klan

Em 1866, no Estado do Tennessee, surge uma das mais monstruosas instituições racistas que a sociedade norte americana já conheceu – a Ku Klux Klan - formada por ex-soldados do sul do país que serviram na guerra contra a abolição. O grupo que já chegou a ter 4 milhões de filiados, deixou por vários anos um rastro de terror e assassinatos que até hoje não foi esquecido e indubitavelmente se tornou uma mancha na história da nação que é considerada a “terra da liberdade”. Com os rostos e corpos cobertos por lençóis brancos costumavam queimar cruzes na frente da casa das pessoas que queriam intimidar, principalmente de raça negra. Suas primeiras ações eram voltadas ao combate ao voto dos negros. Depois a intolerância se alargou para outros grupos minoritários tais como os judeus, hispânicos, simpatizantes dos direitos civis e outros. Mas não pense que a Klan foi algo sui generis, não, na verdade grupos menos conhecidos de discriminação racial afloravam na época como a Irmandade Branca (White Brotherhood), os Homens da Justiça (Men of Justice), os Guardiões da União Constitucional (Constitutional Union Guards) e os Cavaleiros da Camélia Branca (Knights of White Camelia). Pasmem! O movimento até hoje sobrevive e possui até site na Internet.


Os Skinheads *

Os Skinheads, também conhecidos por “carecas” são notadamente mais recentes que a Ku Klux Klan. Contudo, não menos violentos. São grupos de jovens nacionalistas. Apesar de muitos classificá-los como nazistas, na verdade apenas um grupo no Brasil se identifica com o nazismo – os White Powers (Força Branca) - o mais radical de todos eles. Existem várias facções diferentes dentro do movimento cada qual com ideologias próprias, “por exemplo, enquanto os White Powers pregam contra os nordestinos, homossexuais, judeus e negros, os carecas do ABC só se opõe aos homossexuais e estrangeiros”, explica Rosan Roberto da Silva, que foi um dos primeiros integrantes dos carecas do ABC, hoje convertido ao Evangelho. Já o sociólogo Sérgio Vinícius de Lima Grande, autor da dissertação de mestrado Violência Urbana & Juventude em SP, acredita que esta facção apesar de apoiar o anti-semitismo e o preconceito contra os homossexuais, “não é a favor da discriminação racial”. Todavia, se nessa diversidade há algo que os une é sem dúvida a violência e o preconceito, seja de uma forma ou de outra. Esse espírito nacionalista tem levado muitos destes jovens a cometerem terríveis atrocidades em nome dessa ideologia. Um caso que chocou o Brasil foi a morte do adestrador de cães e homossexual Edson Neri da Silva, de 35 anos. Ele foi espancado até a morte por Skinheads na Praça da Republica em São Paulo. “Estes jovens praticam violência por nada, não existe uma razão, a violência está no centro do movimento”, conclui Rosan.


A Internet como meio de divulgação do racismo

A internet tem sido um dos meios mais eficazes para esses grupos disseminarem suas propagandas racistas. Sites de grupos extremistas polulam na rede mundial de computadores. Segundo o Southern Poverty Law Center, em Alabama, o número de grupos racistas americanos havia crescido de 1997 a 1999, 30%, hoje já chegam a quase 600 só nos EUA. “São nada menos que duas mil páginas divulgando receitas para eliminar qualquer pessoa que não seja da raça branca. Em abril de 1995, quando aconteceu em Oklahoma um dos maiores atentados terrorista da história americana, havia apenas uma página na rede”. Wade Handerson, diretor-executivo da Leadership Conference on Civil Rights — a maior entidade americana de direitos humanos dos EUA e que agrupa 185 entidades aposta em combater este tipo de crime usando a mesma arma dos racistas: "Não temos como censurar a Internet. Uma solução é divulgar idéias de cidadania", afirma. Algumas entidades chegam até a oferecer serviços de bloqueios de sites racistas como é o caso da Anti Defamation League (ADL).


Três Questões insuperáveis para os racistas

Primeiro, a Bíblia declara veementemente que não há diferença, inclusive, até proíbe que se faça acepção (discriminação) de pessoas:

“Mas se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, sendo por isso condenados pela lei como transgressores.” (Tiago 2:9)

As escrituras Sagradas não é menos enfática ao igualar toda a humanidade debaixo de uma só condição espiritual visto sob dois enfoques antagônicos: todos somos criados a imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1.26), este é o lado positivo e; “todos os homens pecaram” (Romanos 3.23), este é o lado negativo da condição espiritual. Se as divisões antropológicas sugeridas estiverem corretas, isto é, as raças caucasóide ("branca"), negróide ("negra") e mongolóide ("amarela"), não importa, todas elas perante Deus são iguais. Por isso, Paulo, inspirado pelo Espírito Santo afirma que "... de um só fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra"(Atos 17:26).

Por isso em Cristo não deve existir nem “judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.” (Gálatas 3.28).

Daí considerarmos o racismo mais que um pecado social, mais que mera questão de cultura. O racismo é uma heresia e das mais perniciosas, pois desobedece e distorce a Palavra de Deus quanto à irmandade de todos os homens enquanto empreende uma luta irracional em prol da superioridade de determinada raça.

Contudo, a Bíblia nos mostra o caminho para vivermos em harmonia não importando as diferenças, “pois para com Deus não há acepção de pessoas.” Romanos 2:11.

“Na verdade reconheço que Deus não faz acepção de pessoas” Atos 10:34

Segundo, é que do ponto de vista jurídico não há respaldo para tal prática criminosa. O Dr. Eliézer de Mello Silveira que presta assistência jurídica ao Centro Apologético Cristão de Pesquisas – CACP, alerta para o fato de que “também a nossa Legislação Pátria (vide inciso XLII, do artigo 5º da Constituição Federal de 1988), atribui crime inafiançável a prática do racismo, sujeita à pena de prisão”. Mas durante muito tempo nossa legislação negligenciou essa questão, de maneira lenta o racismo passou de mera contravenção penal para crime imprescritível.

E por último, além das razões de cunho espirituais e legal acima expostas, o racismo deve ser repelido também por questão de lógica até: ora, inadmissível crer que se possa determinar, por exemplo, o grau de inteligência, a personalidade ou o seu caráter em razão de sua cor de pele ou nacionalidade. “Ora, desde quando caráter, inteligência, ou quaisquer tipos de valores é medido por intermédio de pigmentos enxertados na pele de um ser humano ou de sua etnia?”, acrescenta o advogado.

Segundo estudos recentes o genoma de um africano pode ter mais semelhanças com o de um norueguês do que com alguém de sua idade. A diferença entre as varias “raças” existentes varia entre 3% a 5%. Em outras palavras, as raças existem mais devido a fatores culturais que biológicos.


Racistas de Cristo: isso é possível?


"Nós, a Ku Klux Klan, reverentemente reconhecemos a majestade e supremacia de Jesus Cristo e reconhecemos sua bondade e divina providência. Erguemos nossos rostos para Deus nosso pai, reconhecendo que este país foi fundado como uma nação Branca sob seus propósitos tais como revelados na Sagrada Escritura." (Credo dos Cavaleiros da Ku Klux Klan do Texas.) (2)

Se é considerado errôneo e repugnante ver uma pessoa humilhar e rejeitar uma outra por considerar-se superior a ela, quanto mais terrível não seria ver tais pessoas tentando justificar esse procedimento apelando para fatores religiosos? A problemática espelha um verdadeiro paradoxo. Na verdade, uma contradição. Pois, com efeito, ninguém em sã consciência poderá dizer, ao menos sem causar embaraço, que embora sirva a Jesus Cristo, que pertence a uma denominação religiosa cristã, se sinta superior a uma pessoa em razão dessa pessoa ser de uma raça diferente da sua: ser negro, ser branco, ser japonês, ser índio, judeu, por exemplo.

Mas por incrível que pareça é essa a postura defendida pela seita conhecida como “Igreja Mundial do Criador”. A seita foi fundada em 1971 na Flórida por Ben Klassen, um ex-corretor de imóveis. É a organização racista que mais cresce nos EUA segundo o jornal The New York Times. Eles possuem um livro chamado “White Bible” (Bíblia Branca) onde pregam o ódio contra judeus e negros e defendem a supremacia da raça branca. Baseado nesta nefasta ideologia Benjamin Nathaniel Smith, membro ativo de extrema direita da seita que chegou a trocar seu nome para August Smith, porque considerava seu nome “excessivamente judeu”, assassinou 1 coreano, 5 judeus e 3 negros, por que os consideravam "pessoas sujas". A seita possui sites pela Internet onde chega até recrutar crianças para seu evangelho de horror.


Os negros nas garras das seitas

Entretanto, apesar da Bíblia, da lei e da lógica serem argumentos demasiadamente fortes contra esta prática pecaminosa, muitos que se dizem espelhar sua conduta na pessoa de Cristo, autodenominando-se “cristãos”, se sentem superiores a outrem por causa da “inferioridade” da cor ou da etnia alheia. Nos séculos passados a escravidão e o tráfico negreiro foram apenas conseqüência dos postulados religiosos da época. No Brasil colonial, dominado espiritualmente pela ordem religiosa dos Jesuítas, os negros não tiveram a mesma sorte que os índios, enquanto estes eram protegidos pelos religiosos (porque contam alguns, que na época, cria-se que os negros não tinham alma, portanto não poderiam praticar religião), aqueles não recebiam nenhum apoio formal da Igreja Católica quanto a isto.

Apesar das seitas advogarem hoje em dia uma ética racial diferente da que foi praticada no passado, nunca é demais mostrarmos o que estes grupos religiosos criam e ensinavam no início a respeito dos negros. É bom lembrarmos também, que enquanto mantinham esta postura preconceituosa (ainda que rebuscada de argumentos mil com o fito de camuflar suas idéias racistas), reivindicavam ao mesmo tempo (como se dá ainda hoje) ser, cada qual, o “único caminho de salvação” para o homem.
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O que as seitas diziam sobre os negros?

Veja abaixo o preconceito racial que era pregado entre algumas seitas no início do movimento. Observe a terminologia discriminatória e as sutilezas fraseológicas com que eram empacotadas tais declarações:


1. Os Mórmons e sua teologia racista

“Devo dizer-vos qual é a lei de Deus com relação à raça africana? Se o homem que pertence à semente escolhida [mórmon] misturar seu sangue com a semente de Caim [negros], a penalidade, sob a lei de Deus, é a morte no local. ISSO SEMPRE SERÁ ASSIM.” (Brigham Young, Journal of Discourses [jornal de sermões], vol. 10, pág. 110)

“Vós vedes algumas classes da família humana que são pretas, incultas, indecentes, desagradáveis e baixas em seus hábitos, selvagens e aparentemente privadas de quase todas as bênçãos da inteligência que em geral são concedidas à humanidade...” (Joseph Fielding Smith, The Way to Perfection [O caminho para a perfeição, página 102]


2. Adventistas do Sétimo Dia: conselhos preconceituosos.

"Mas há uma objeção ao casamento da raça branca com a preta. Todos devem considerar que não têm o direito de trazer à sua prole aquilo que a coloca em desvantagem; não têm o direito de lhe dar como patrimônio hereditário uma condição que os sujeitariam a uma vida de humilhação. Os filhos desses casamentos mistos têm um sentimento de amargura para com os pais que lhes deram essa herança para toda a vida". ("Mensagens Escolhidas - vol.2" CPB, Sto. André, SP - 1985 págs. 343 e 344).

“Em resposta a indagações quanto à conveniência de casamento entre jovens cristãos de raças branca e preta, direi que nos princípios de minha obra esta pergunta me foi apresentada, e o esclarecimento que me foi dado da parte do Senhor foi que esse passo não deveria ser dado...Nenhuma animação deve ser dada a casamentos dessa espécie entre nosso povo...” ( op.cit.)


3. Testemunhas de Jeová. Negros: raça inferior criada por Jeová

"As raças negra e latina provavelmente sempre serão inclinadas à superstição." (Torre de Vigia de Sião de 1/4/1908, p. 99 - em inglês)

“...É verdade que a raça branca exibe algumas qualidades de superioridade sobre qualquer outra... há grandes diferenças na mesma família caucasiana... O segredo da maior inteligência e aptidão dos caucasianos, indubitavelmente é, em grande medida, para ser atribuído à mistura de sangue dentre seus diversos ramos; e isto foi evidentemente forçado em larga medida pelo controle divino.” (Torre de Vigia de Sião de 15/7/1902, p. 216 - em inglês)


4.Espíritismo: a reencarnação apóia o racismo

“Nascer, morrer, renascer é o trabalho continuo a que está sujeito o espírito, passando por todas essas transições, desde o tipo boçal ao gênio. Não importa saber quantos milhares de anos foram precisos para tomar as feições humanas, o tempo que demorou na raça indígena e Na Preta, Até Chegar À Branca, e nem as várias nacionalidades que adotou na sua trajetória...” (Contribuições para o Espiritismo, Alexandre Dias, 2 ed., Rio de Janeiro, 1950, pg. 19) (conferir Allan Kardec, O que é o Espiritismo, Edição da Federação Espírita Brasileira, Brasília, 32a edição, sem data, pp. 206-207)


Deus não tolera o racismo

O espírito kukluxKlaniano desses grupos acima demonstram a falta de conhecimento bíblico de seus líderes, pois se lessem as Escrituras Sagradas encontrariam várias citações contra o preconceito racial como por exemplo: “Meus irmãos, não tenhais a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas.” Tiago 2:1. Com isto na mente e no coração, jamais teriam cometido esse pecado. Sabendo que muitos da raça negra tiveram participação importante no desenrolar da história bíblica, tais como: Simão o Cirineu, a Rainha de Sabá, o Eunuco etíope, Simão o Níger, Lúcio, líder da igreja em Antioquia. Na história da Igreja Cristã destaque para os mestres negros Tertuliano, Orígenes, Atanásio, Agostinho e outros.

Mas então por que o racismo achou guarida dentro da igreja? Segundo o pastor e sociólogo Paulo de Souza Oliveira uma das razões que levou a essa teologia racista foi devido “...à ganância das nações Européias que lotearam, entre si, o continente africano e desenvolveram uma doutrina poligenista, que advoga o surgimento de casais diferentes. Ensinavam que negros e Asiáticos não descendiam de Adão e Eva...” (4)


Conclusão

Já dizia Jacques d´Adesky, “Na luta contra o racismo, o silêncio é omissão”. Mas só isto não basta, é preciso mais.É necessário mais que denúncia, é preciso conscientização, sobretudo bíblica. O racismo não pode subsistir numa sociedade humana, pois é herético do ponto de vista bíblico; irracional do ponto de vista lógico; e do ponto de vista ético: imoral, maldoso e desumano. Devemos afastar essa falsa idéia de supremacia racial em detrimento das demais pessoas só porque são diferentes. Não podemos ser coniventes com isso. Definitivamente, Deus não tolera o racismo. Se há aqueles que ainda persistem nessa idéia, sugiro que olha para o Evangelho, pois se existe uma raça superior ela se encontra em Deus, pois só Ele é superior. É necessário voltarmos nossa mente e ideais para Jesus Cristo. Ora, diz a Bíblia que àquele que está em Cristo é nova criatura; pois em Cristo tudo se faz novo, tudo se iguala: o negro e o branco, o escravo e o livre o judeu e o gentio, todos são um só em Cristo Jesus. O verdadeiro Cristianismo é isso: igualdade entre nós.


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Notas de Referências

(1) Declaração sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, ONU, 1963.

(2) texasknights.com

(3) Jornal “O Alerta” ano I vol. II (CACP)

(4) Revista Defesa da Fé nº 64

*(Um filme esclarecedor sobre o assunto é “Uma outra História Americana”)


 

 Autor : Prof. Paulo Cristiano
 
fonte:
www.cacp.org.br
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Confia no Senhor de Todo o Teu Coração




Quando o reino de Israel foi dividido em 931 a.C., o futuro espiritual escureceu para ambas as metades da nação. Jeroboão, rei das tribos nortistas, levou Israel à adoração de seus bezerros de ouro em Dã e Betel e nomeou um sacerdócio diferente. De outro lado, sob a liderança de Roboão, "Fez Judá o que era mau perante o SENHOR; e, com os pecados que cometeu, o provocou a zelo, mais do que fizeram os seus pais" (1 Reis 14:22). Os sucessores destes monarcas foram igualmente péssimos. Tanto Nadabe, filho de Jeroboão, como Baasa, que organizou um golpe e exterminou a família de Jeroboão, continuaram a idolatria no reino do norte. Abias, filho de Roboão, pregou bem (2 Crônicas 13), mas na prática ele também conduziu Israel para longe do Senhor: "Andou em todos os pecados que seu pai havia cometido antes dele; e seu coração não foi perfeito para com o Senhor" (1 Reis 15:3).

Finalmente, uma luz brilhou. Asa, filho de Abias, voltou-se para Deus. "Asa fez o que era bom e reto perante o senhor, seu Deus. Porque aboliu os altares dos deuses estranhos e o culto nos altos, quebrou as colunas e cortou os postes-ídolos. Ordenou a Judá que buscasse ao Senhor, Deus de seus pais, e que observasse a lei e o mandamento" (2 Crônicas 14:2-4). As realizações espirituais de Asa foram muitas. Ele removeu os santuários dos ídolos e entrou em acordo com os homens de Judá e com os imigrantes de Israel para buscarem a Deus com todo o seu coração e alma. Com coragem e convicção especial ele até se opôs à rainha mãe Maaca, e a depôs por causa da horrenda imagem que ela tinha feito. Asa foi o primeiro foco brilhante entre os reis do reino dividido.

Uma das coisas impressionantes sobre Asa foi sua confiança no Senhor. Uma vez, Zerá, o etíope, veio batalhar contra Asa com um exército de um milhão de homens. O exército próprio de Asa contava com escassamente a metade disso. Muitos reis teriam imediatamente recorrido a algum esquema que tivessem maquinado para enfrentar o perigo, porém não Asa. "Clamou Asa ao Senhor, seu Deus, e disse: ...Senhor, nosso Deus, porque em ti confiamos e no teu nome viemos contra esta multidão. Senhor, tu és o nosso Deus, não prevaleça contra ti o homem" (2 Crônicas 14:11). Como resultado da confiança de Asa nele, o Senhor concedeu-lhe uma grande vitória e os etíopes fugiram.

A queda de Asa

Baasa, rei de Israel, percebeu que muitos dos cidadãos de seu país estavam desertando para Judá, para se juntarem ao renascimento espiritual iniciado por Asa. Por isso, ele invadiu Judá, capturou a cidade fronteiriça de Ramá, e fortificou-a como uma espécie de Muro de Berlim, para impedir o povo de ir e vir de Judá. Uma vez que Ramá ficava a apenas 7 ou 8 quilômetros distante de Jerusalém, a capital, Asa sentiu-se ameaçado. Parecia que Baasa estivesse fortificando a cidade para servir como ponto de partida para um ataque direto com a própria Judá. Asa entrou em pânico. Em vez de se voltar para o Senhor, ele enviou prata e ouro do templo e do palácio a Ben-Hadade, rei da Síria, para pedir-lhe que rompesse seu tratado com Baasa e o atacasse. Sua estratégia funcionou perfeitamente. Ben-Hadade invadiu alegremente Israel pelo norte e Baasa teve que retirar seus soldados de Ramá, na sua fronteira do sul, para enfrentar a ameaça. Asa desfez prontamente as fortificações de Ramá, terminando assim a crise.

Ainda que, às vezes, os planos dos homens "funcionem", eles nunca são os melhores. Deus enviou um profeta, Hanani, para repreender Asa. "Porquanto confiaste no rei da Síria e não confiaste no Senhor, teu Deus, o exército do rei da Síria escapou das tuas mãos. Acaso não foram os etíopes e os líbios grande exército, com muitíssimos carros e cavaleiros? Porém, tendo tu confiado no Senhor, ele os entregou nas tuas mãos. Porque, quanto ao Senhor, seus olhos passam por toda a terra, para mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele; nisto procedeste loucamente; por isso, desde agora, haverá guerras contra ti" (2 Crônicas 16:7-9). É sempre melhor confiar no Senhor. Quando não o fazemos e somos repreendidos, precisamos considerar a crítica e nos arrependermos. Asa, apesar de seu caráter notável durante muitos anos, não o fez. Ele simplesmente ficou furioso com Hanani e o prendeu. Mais tarde, recusou-se a voltar-se para o Senhor até mesmo quando contraiu uma grave doença no pé.

Aplicações

A confiança é fundamental em nossa relação com Deus; não há substitutos para ela. Os muitos anos de destacado compromisso com Deus não puderam evitar a ira do Senhor quando Asa confiou em si mesmo, e não nele. Conquanto o perigo que Asa enfrentou fosse formidável, ele não foi desculpado por fazer o tratado com Ben-Hadade. Ele deveria ter-se voltado para o Senhor. Sua reação, quando foi repreendido, piorou seu apuro; ele deveria ter-se arrependido humildemente.
A fé é um elemento fundamental em nossa relação com Deus; sua importância é quase impossível de enfatizar excessivamente.

Como aplicá-la em situações concretas em nossas vidas?

*Enfrentando crises. Conforme enfrentamos várias crises, é fácil nos voltarmos para soluções humanas, em vez do Senhor. Crises financeiras podem levar-nos a desonestidade ou a sacrificar o Senhor pela carreira, em vez de nos voltarmos para ele para resolver o problema. Crises emocionais podem levar-nos a buscar soluções em drogas e em terapias humanistas, antes de levar os problemas ao Senhor. Crises familiares podem levar a aconselhamento baseado em pressuposições atéias, em vez de a um novo compromisso com a vontade de Deus. Crises físicas podem levar-nos a colocar nossa principal fé em médicos e medicamentos, em vez de colocá-la no Senhor. Deus pode usar médicos (Colossenses 4:14), mas todas as bênçãos, incluindo cura, no final, procedem do Senhor. "Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas" (Provérbios 3:5-6).

*Convertendo os perdidos. Nossa principal missão, como a de Jesus, deve ser buscar e salvar os perdidos (Lucas 19:10). A maneira como buscamos cumprir esta tarefa prova nossa fé. Do ponto de vista bíblico, a semente é a palavra, e o poder para converter está no evangelho. Os cristãos do primeiro século convertiam os outros pregando Jesus Cristo e este crucificado (1 Coríntios 2:1-5). Uma abordagem tão simples referente ao evangelismo testa nossa confiança no Senhor. Não parece que possa conseguir resultados impressionantes. E, de fato, não consegue, em termos humanos. Ela apela apenas para uns poucos (Mateus 7:13-14) e não atrai o povo bem respeitado do mundo (1 Coríntios 1:26-31). A tentação está em arrumar nossos próprios métodos para ‘atingir os perdidos’ e para a igreja crescer. Há igrejas que recorrem a alimento, atividades recreativas, divertimento, eventos sociais, aulas de Inglês, e muitas outras coisas para tentar atrair pessoas. Usando um suprimento constante de pães e peixes, há igrejas de hoje que buscam manter a própria multidão que Jesus permitiu que se fosse (João 6). É preciso fé real para confiar que a palavra de Deus sozinha é suficiente para chamar aqueles que Deus determinou salvar.

*Corrigindo os desviados. O Senhor tem sido muito explícito sobre como devemos tratar os irmãos que andam desordenadamente. Primeiro, deverão ser admoestados (1 Tessalonicenses 5:14). Os irmãos precisam chamar a coragem para enfrentar aqueles que caem no pecado (Tiago 5:19-20; Gálatas 6:1; Mateus 18:15-17). Segundo, eles devem ser publicamente repreendidos e notados como infiéis (1 Timóteo 5:20; 2 Tessalonicenses 3:14-15; 1 Coríntios 5:4-5). Finalmente, outros irmãos têm que recusar associar-se com eles (Mateus 18:15-17, 1 Coríntios 5:9-13; 2 Tessalonicenses 3:14-15). Estes passos são desafiadores. A coisa mais fácil para uma igreja fazer é simplesmente pacificar e acomodar aqueles que são infiéis ao Senhor, permitindo que o grupo seja fermentado aos poucos pela influência corruptora do pecado tolerado (1 Coríntios 5:6-8). Os métodos de Deus podem parecer ásperos e intolerantes. Tememos que pessoas sejam afastadas. Elas podem não querer juntar-se a um grupo que tenha padrões tão estritos, assim como a disciplina de Deus, aplicada a Ananias e Safira, fez com que não cristãos se afastassem dos irmãos (Atos 5:13). Não gostamos de sentir-nos rejeitados, por isso precisamos de coragem para seguir as instruções do Senhor sobre a disciplina da igreja.

*Discernindo a vontade de Deus. Na confusão religiosa de nossos dias, com doutrinas conflitantes por todo lado, para onde nos voltaremos para determinar o que o Senhor realmente quer? Muitos se fecham em si mesmos. Eles buscam a vontade de Deus consultando seus sentimentos, intuição ou experiências religiosas. Mas é impossível conhecer a vontade de Deus subjetivamente. O único modo de podermos saber os pensamentos de Deus é pela sua revelação (1 Coríntios 2:10-16). Outras pessoas se dirigem a chefes ou a organizações religiosas pensando que ali podem encontrar a vontade de Deus. Mas todo o ensinamento de homens precisa ser testado pela palavra de Deus (1 João 4:1-6; Mateus 7:15-20), uma vez que há muitos lobos vestidos de cordeiros. Alguns, como Asa, nem se preocupam em tentar encontrar o que o Senhor quer. Precisamos ativamente buscar a guia do Senhor, através de sua palavra, em todas as situações. Quando agimos e pensamos independentemente, acabamos fracassando.

A história de Asa é trágica porque, depois de haver começado tão bem, ele terminou confiando em seus próprios planos e mal-tratando aqueles que tentaram ensinar-lhe o que o Senhor queria. Que possamos sempre confiar no Senhor em todas as situações.



por Gary Fisher
www.estudosdabiblia.net
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O Mundo no Coração dos Batistas Brasileiros






Missões Mundiais da CBB e a Convicção Editora Ltda. lançam o livro“O mundo no coração de Deus
– 100 anos da Junta de Missões Mundiais da CBB”, escrito pelo pastor e historiador Zaqueu Moreira de Oliveira e pela irmã Edelweiss Falcão de Oliveira.
A obra sobre o centenário da JMM propõe cultivar, ainda mais, no coração do povo batista brasileiro e evangélico em geral o amor a missões.

O livro abrange desde as circunstâncias que envolveram a organização da JMM, em 1907, com a chegada dos primeiros missionários americanos ao Brasil, passando pela abertura dos primeiros campos missionários (Chile e Portugal) até a gestão dos pastores José dos Reis Pereira, Alcides Telles e Waldemiro Tymchak.

Este último, em função dos 27 anos em que esteve à frente de Missões Mundiais, recebeu um capítulo inteiro que aliou a narrativa do gradual crescimento do trabalho missionário, e consequentemente da ampliação da visão missionária entre os batistas brasileiros, e a vida de um homem que se deixou gastar em favor da expansão de missões.


do site:
www.jmm.org.br
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