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Cansado da sua vida?



Troque-a por uma nova!

Quando a quilometragem do carro começa a parecer como a dívida externa e o uso e desgaste normais resultam em muitos gastos com reparos, muitos de nós somos picados por um mosquito que causa a "febre de carro novo". Então, quando o vírus se espalha, a cura é levar a lata velha para uma concessionária de veículos e ver quanto será possível abater na compra de um carro novo. É claro, todos sabemos que o preço é manipulado e você acaba praticamente dando o carro para eles, mas é assim que as coisas funcionam! Além disso, o simples pensar em ter um carro cheiroso e brilhoso na sua garagem faz o sacrifício ser suportável.

É uma coisa triste da existência humana que algumas vezes a vida tem um jeito de se desgastar também; e pessoas desesperadas chegam ao ponto em que fariam qualquer coisa para melhorar sua situação, mas elas conhecem a realidade que viver feliz para sempre só acontece nos contos de fadas. Então, ou elas aceitam a situação ou, em casos extremos, cometem suicídio para poderem acabar de uma vez com tudo.

Mas há esperança para os desesperados! Quando uma pessoa chega ao fundo do poço e o único lugar para olhar é para cima, a boa notícia é que quando fica totalmente desesperada, ela encontra o melhor e mais importante requisito para uma negociação inestimável. Se isso descreve sua condição atual, permita-me dizer como "declarar falência" e procurar uma vida totalmente nova.

Acabar no fundo do poço é uma experiência humilhante, mas esse grau de humilhação é necessário porque receber uma nova vida é algo que você não merece e não pode exigir. Portanto, já que você se encontra nessa situação, posso sugerir que clame em desespero ao único que pode providenciar aquilo que você precisa? Isso exigirá que você acredite em algumas coisas que provavelmente rejeitou durante toda sua vida, mas que outras opções você tem?

Um homem que está se afogando se agarra a qualquer coisa que flutue, numa tentativa desesperada de sobreviver, e esse fato foi destacado em um curso da Cruz Vermelha que fiz há muitos anos. Isso foi alertado porque quem está resgatando pode virar uma vítima se permitir que a pessoa em pânico o agarre e puxe para baixo. Mas, se você está se debatendo na vida, prestes a se afogar, posso garantir que a mão invisível que chega para salvar não falha, se você se agarrar nela e a segurar pela fé.

O que quero dizer com fé? Permita-me ilustrar usando uma história que ouvi sobre um homem que passou um cabo de aço pelas Cataratas do Niagara e depois caminhou do lado de Nova York até o lado canadense e voltou. Quando ele retornou, uma grande multidão havia se juntado, de modo que ele repetiu o feito — só que desta vez empurrou um carrinho de mão sem pneus. Em seguida, após ter descansado um pouco, ele perguntou à multidão se eles acreditavam que ele poderia fazer aquilo novamente. Bem, eles já tinham visto ele fazer uma vez, de modo que todos disseram: "Claro que sim!" Mas não houve voluntários quando ele perguntou se alguém gostaria de se sentar no carrinho! Eles sabiam que ele podia caminhar no cabo de aço, contudo ninguém teve fé para arriscar sua vida, apesar de reconhecerem a habilidade daquele homem.

Meu amigo, o tipo de fé que estou falando é aproveitar a chance e se sentar no carrinho de mão!

Você tem tanta fé assim dentro de você? Se admitir que não tem, não seria maravilhoso se alguém pudesse dá-la para você? Pois bem, isso acontece no que se refere ao negócio de trocar sua velha vida por uma nova. O "distribuidor" está disposto a suprir a fé necessária se você estiver absolutamente pronto para fazer o negócio. Ele lhe estende a mão — convidando-o para tirar proveito de Sua grande força e ser poupado da tragédia de se afogar nos problemas de sua velha vida.
Porém o próximo passo é com você.

Você está pronto para acreditar que o próprio Filho de Deus, Jesus Cristo tornou isso possível para você, tornar-se literalmente uma nova pessoa por dentro? Você está pronto para admitir que o pecado tem desempenhado um importante papel em causar a insatisfação com a vida que você está experimentando? Você está pronto para clamar a Ele e confessar que você é um pecador que precisa desesperadamente de uma nova vida? Então faça isto! Pare de se desculpar e entre no carrinho dEle. Coloque-se debaixo de Sua misericórdia e graça e implore que Ele o salve!

Mesmo que você duvide da existência de Deus (e você provavelmente tem esse tipo de dúvida), peça que Ele lhe dê uma nova vida, transformando-o para sempre como pessoa. Continue pedindo até que Ele responda, mas enquanto espera, tenha em mente que Ele não tem a obrigação de lhe dar nada. Fique também avisado que qualquer "rogo" que não venha diretamente de seu coração não chegará a Ele, pois Ele sabe quando vem. Você não pode enganá-lo com uma boa ação.

Se você acha que toda essa coisa de obter uma nova vida é totalmente ridícula, estou aqui para dizer que consegui uma, assim como milhões de outras pessoas também conseguiram. Embora muitos de nós não tenhamos experimentado uma mudança dramática em nossa situação (continuamos lá embaixo e olhando para cima), em cada caso houve uma mudança definitiva em nós! Deus fez uma nova pessoa sair de dentro de cada um de nós e lenta, porém certamente, nossas vidas começaram a mudar para melhor. Os problemas que tínhamos não acabaram em um passe de mágica, mas recebemos uma capacidade de lidar com eles que não tínhamos antes e nossa visão das coisas foi mudada.

Qual foi o preço absurdo que tive de pagar para obter minha nova vida, você pergunta? Meu amigo não existem zeros suficientes no universo para expressar a dimensão desse número, porque pagar a nova vida custou literalmente a morte do Filho de Deus. Veja: o problema com o pecado é que Deus é tão santo e justo que Ele não pode tolerar qualquer coisa abaixo da perfeição e, já que todos estamos muito longe da perfeição, nossas chances de passar a eternidade no céu com Ele são absolutamente zero enquanto continuarmos imperfeitos! Para piorar, a santidade e retidão de Deus exigem que qualquer coisa aquém da perfeição (o que é na verdade a definição de pecado) deva ser punida.

"Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor." [Romanos 6:23]
.

De acordo com este versículo a punição é a morte espiritual — uma eternidade separada da presença de Deus sofrendo nas chamas do lago de fogo (Apocalipse 20:11-15).

E você achava que já estava na pior!

Mas espere um pouco — como consegui uma nova vida se sou tão imperfeito quanto você? Ah, agora chegamos à parte boa! No maior ato de amor em toda a história da humanidade, Deus enviou Seu Filho (Jesus Cristo) a este mundo para nascer como um homem. Quando chegou o momento certo, Ele permitiu que Ele morresse uma morte sacrificial numa cruz romana para pagar os pecados de Seu povo. A punição que merecemos foi colocada sobre Ele e, em troca, Sua perfeição imaculada foi concedida a todo aquele que a receber pela fé. Crer de verdade em quem Ele é e no que fez resulta em uma nova vida "interior" e em um novo lar no céu. Os pecados individuais são perdoados porque a perfeição da morte sacrificial de Cristo nos torna aceitáveis diante de Deus, o Pai. Somos adotados em Sua família como filhos e Seu Santo Espírito literalmente faz morada em nós para dirigir nosso caminho durante a vida. Isto é o que a Bíblia chama de "nascer de novo" e não é apenas uma teoria mística, porque eu experimentei isso pessoalmente.

A perfeição que me foi concedida define a minha condição (ou posição) diante de Deus — que nunca muda. Por outro lado, deve-se compreender que meu estado atual varia de momento a momento por causa da natureza pecaminosa que continuo possuindo e dos pecados que continuo a cometer. A diferença agora é que meus pecados são ofensas contra meu Pai Celestial e não contra o Supremo Juiz do Universo. Se eu não for cuidadoso o bastante para confessá-los e pedir perdão, Deus pode usar Sua vara de marmelo e me castigar! No entanto, mesmo se Ele achar necessário me punir, minha condição nunca mudará porque agora sou um de Seus filhos.

Problemas continuam surgindo e, algumas vezes, a vida pode ser muito difícil, mas há uma paz em meu coração que desafia a simples razão humana. Ela veio quando Deus me ofereceu a melhor proposta que eu já ouvi, me dar a fé para confiar nEle e assim acalmar meus medos de viajar em Seu carrinho de mão sobre as águas turbulentas desta vida.

Há muito espaço para mais passageiros, apenas segure a Mão que está diante de você e suba a bordo juntando-se a nós! Se você fizer isso, a garantia nunca expirará e a qualidade do serviço é excepcional.

"A saber: Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres (aderir, confiar, e contar com a verdade) que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê (adere, confia, e conta com Cristo) para a justiça (declarado justo, aceitável diante de Deus), e com a boca se faz confissão (declara abertamente e fala livremente de sua fé) para a salvação." [Romanos 10.9-10].


do site:
www.espadadoespirito.com.br
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Estou cansado!


Cansei!

Entendo que o mundo evangélico não admite que um pastor confesse o seu cansaço.

Conheço as várias passagens da Bíblia que prometem restaurar os trôpegos.

Compreendo que o profeta Isaías ensina que

Deus restaura as forças do que não tem nenhum vigor.

Também estou informado de que Jesus dá alívio para os cansados.

Por isso, já me preparo para as censuras dos que se escandalizarem

com a minha confissão e me considerarem um derrotista.

Contudo, não consigo dissimular:eu me acho exausto.

Não, não me afadiguei com Deus ou com minha vocação.

Continuo entusiasmado pelo que faço;

amo o meu Deus, bem como minha família e amigos.

Permaneço esperançoso.

Minha fadiga nasce de outras fontes.

Canso com o discurso repetitivo e absurdo dos que mercadejam a Palavra de Deus.

Já não agüento mais que se usem versículos tirados do Antigo Testamento

e que se aplicavam a Israel para vender ilusões aos que lotam as igrejas em busca de alívio.

Essa possibilidade mágica de reverter uma realidade cruel me deixa arrasado

porque sei que é uma propaganda enganosa.

Cansei com os programas de rádio em que os pastores não anunciam mais

os conteúdos do evangelho;

gastam o tempo alardeando as virtudes de suas próprias instituições.

Causa tédio tomar conhecimento das infinitas campanhas e correntes de oração;

todas visando exclusivamente encher os seus templos.

Considero os amuletos evangélicos horríveis.

Cansei de ter de explicar que há uma diferença brutal entre a fé bíblica e as crendices supersticiosas.

Canso com a leitura simplista que algumas correntes evangélicas fazem da realidade.

Sinto-me triste quando percebo que a injustiça social é vista como uma conspiração satânica,

e não como fruto de uma construção social perversa.

Não consideram os séculos de preconceitos nem que existe uma economia perversa

privilegiando as elites há séculos.

Não agüento mais cultos de amarrar demônios ou de desfazer as maldições que

pairam sobre o Brasil e o mundo.

Canso com a repetição enfadonha das teologias sem criatividade nem riqueza poética.

Sinto pena dos teólogos que se contentam em reproduzir o que outros escreveram há séculos.

Presos às molduras de suas escolas teológicas, não conseguem admitir que haja outros ângulos de leitura das Escrituras.

Convivem com uma teologia pronta.

Não enxergam sua pobreza porque acreditam que basta aprofundarem um conhecimento

“científico” da Bíblia e desvendarão os mistérios de Deus.

A aridez fundamentalista exaure as minhas forças.

Canso com os estereótipos pentecostais.

Como é doloroso observá-los: sem uma visitação nova do Espírito Santo,

buscam criar ambientes espirituais com gritos e manifestações emocionais.

Não há nada mais desolador que um culto pentecostal com uma coreografia preservada,

mas sem vitalidade espiritual.

Cansei, inclusive, de ouvir piadas contadas pelos próprios pentecostais sobre os dons espirituais.

Cansei de ouvir relatos sobre evangelistas estrangeiros que vêm ao Brasil para soprar sobre as multidões.

Fico abatido com eles porque sei que provocam que as pessoas “caiam sob o poder de Deus”

para tirar fotografias ou gravar os acontecimentos e depois levantar fortunas em seus países de origem.

Canso com as perguntas que me fazem sobre a conduta cristã e o legalismo.

Recebo todos os dias várias mensagens eletrônicas de gente me perguntando se pode

beber vinho,usar “piercing”, fazer tatuagem, se tratar com acupuntura etc., etc.

A lista é enorme e parece inexaurível.

Canso com essa mentalidade pequena, que não sai das questiúnculas,

que não concebe um exercício religioso mais nobre; que não pensa em grandes temas.

Canso com gente que precisa de cabrestos, que não sabe ser livre e não consegue caminhar com princípios.

Acho intolerável conviver com aqueles que se acomodam com uma existência sob o domínio da lei e não do amor.

Canso com os livros evangélicos traduzidos para o português.

Não tanto pelas traduções mal feitas, tampouco pelos exemplos tirados do golfe ou do basebol,

que nada têm a ver com a nossa realidade.

Canso com os pacotes prontos e com o pragmatismo.

Já não agüento mais livros com dez leis ou vinte e um passos para qualquer coisa.

Não consigo entender como uma igreja tão vibrante como a brasileira

precisa copiar os exemplos lá do norte, onde a abundância é tanta

que os profetas denunciam o pecado da complacência entre os crentes.

Cansei de ter de opinar se concordo ou não com um novo modelo de crescimento de igreja

copiado e que vem sendo adotado no Brasil.

Canso com a falta de beleza artística dos evangélicos.

Há pouco compareci a um show de música evangélica só para sair arrasado.

A musicalidade era medíocre, a poesia sofrível e, pior, percebia-se o interesse comercial por trás do evento.

Quão diferente do dia em que me sentei na Sala São Paulo

para ouvir a música que Johann Sebastian Bach (1685-1750) compôs sobre os últimos capítulos do Evangelho de São João.

Sob a batuta do maestro, subimos o Gólgota.

A sala se encheu de um encanto mágico já nos primeiros acordes; fechei os olhos e me senti em um templo.

O maestro era um sacerdote e nós, a platéia, uma assembléia de adoradores.

Não consegui conter minhas lágrimas nos movimentos dos violinos, dos oboés e das trompas.

Aquela beleza não era deste mundo.

Envoltos em mistério, transcendíamos a mecânica da vida e nos transportávamos para onde Deus habita.

Minhas lágrimas naquele momento também vinham com pesar pelo distanciamento estético da atual cultura evangélica,

contente com tão pouca beleza.

Canso de explicar que nem todos os pastores são gananciosos e que as igrejas não existem para enriquecer sua liderança.

Cansei de ter de dar satisfações todas as vezes que faço qualquer negócio em nome da igreja.

Tenho de provar que nossa igreja não tem título protestado em cartório, que não é rica,

e que vivemos com um orçamento apertado.

Não há nada mais desgastante do que ser obrigado a explanar para parentes

ou amigos não evangélicos que aquele último escândalo do jornal não representa

a grande maioria dos pastores que vivem dignamente.

Canso com as vaidades religiosas. É fatigante observar os líderes que adoram cargos, posições e títulos.

Desdenho os conchavos políticos que possibilitam eleições para os altos escalões denominacionais.

Cansei com as vaidades acadêmicas e com os mestrados e doutorados que apenas enriquecem

os currículos e geram uma soberba tola. Não suporto ouvir que mais um se auto-intitulou apóstolo.

Sei que estou cansado, entretanto, não permitirei que o meu cansaço me torne um cínico.

Decidi lutar para não atrofiar o meu coração.

Por isso, opto por não participar de uma máquina religiosa que fabrica ícones.

Não brigarei pelos primeiros lugares nas festas solenes patrocinadas por gente importante.

Jamais oferecerei meu nome para compor a lista dos preletores de qualquer conferência.

Abro mão de querer adornar meu nome com títulos de qualquer espécie.

Não desejo ganhar aplausos de auditórios famosos.

Buscarei o convívio dos pequenos grupos, priorizarei fazer minhas refeições com os amigos mais queridos.

Meu refúgio será ao lado de pessoas simples, pois quero aprender a valorizar os momentos despretensiosos da vida.

Lerei mais poesia para entender a alma humana, mais romances para continuar sonhando

e muita boa música para tornar a vida mais bonita.

Desejo meditar outras vezes diante do pôr-do-sol para, em silêncio, agradecer a Deus por sua fidelidade.

Quero voltar a orar no secreto do meu quarto e a ler as Escrituras como uma carta de amor de meu Pai.


Pode ser que outros estejam tão cansados quanto eu.

Se é o seu caso, convido-o então a mudar a sua agenda;

romper com as estruturas religiosas que sugam suas energias;

voltar ao primeiro amor.

Jesus afirmou que não adianta ganhar o mundo inteiro e perder a alma.

Ainda há tempo de salvar a nossa.



Por Ricardo Gondin

Soli Deo Gloria.
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